Janela ou corredor?
Quando viajo gosto de ir à janela;
sua moldura me faz notar a paisagem como pintura:
Imagem vai se fazendo em movimento.
Se por vezes as pinceladas parecem menos delineadas, quase impressionistas,
Outras mostram-se tão bem desenhadas que parecem fotografias
tiradas com lentes de alta precisão.
O mundo pequeninho aqui de cima,
Arranha-céus de miniatura
Carros com tamanho de formiga
Pessoas não se veem:
microscópicas.
Viajar requer olhos abertos para a beleza do que é diferente de si
E o quadro que vejo requer atenção aos detalhes:
de longe se vê uma imagem, de perto outra.
Na minha galeria de arte, faço coleções raras.
Meus quadros favoritos não revelo pois não os tenho.
Cada um deles é especial
e posa seu próprio senso de esperança e possibilidade.
A arte para além da moldura da janela se sente, não se justifica;
a vida se torna composição de percurso e destino:
Jornada e chegada são igualmente fascinantes
Na galeria de arte da alma minha.